E se nada do que penso faz sentido? E se tudo o que guardo na memória é alterado segundo a minha visão? Não quero que isso aconteça. Não quero ver o mundo, as pessoas e tudo o que me rodeia e me faz como sou, alterado. Quero ouvir o som da tua voz, das letras a saltarem por todo o lado. Quero correr, olhar, sentir, e inspirar bem fundo, até rebentar com todas as sensações que não quero sentir, que quero esconder, mas que vivem dentro de mim.
O silêncio não pesa, o que pesa são as emoções escondidas, as frases feitas reféns no fundo da mente, que querem sair, mas não sabem em que forma. E eu quero sair com elas. Gostava de dizer tudo o que quero, a ti, a ele, a todos aqueles que não o expressam. Vamos sair, aproveitar o dia. Sorrir para o céu e acabar perdidos no olhar um do outro. Que digo? Que penso?! Nada disto é verdade. E acordo do meu sonho patético, ilusão sem nexo. Saiam. Não vos quero. Vocês magoam. Magoam-me por dentro, por fora, saiam!
Que dor esta, e o céu, os teus olhos e o vento desaparecem. Cala-te, já não te posso ouvir!
Obrigado por isto, não sei o que hei-de pensar. Confundes-me. Perco-me em hipoteses, sem solução. RESPONDE-ME! Ah, já cá não estás.